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I EPSL - Encontro Potiguar de Software Livre

PSL-RN Estou impressionado com o que o PSL-RN conseguiu fazer em seu primeiro evento (de médio/grande porte). O I EPSL foi muito bem organizado, com uma ótima estrutura, e viabilizado com uma boa coleção de parcerias e patrocínios e isso sem o apóio do governo local.

Dessa vez fui com tudo pago para falar de Arte com Software Livre (é a primeira vêz que me pagam a viagem pra palestrar!). Parecia até que eu era alguém, cheguei lá na madrugada de sexta pra sábado pela TAM com escala (Salvador > Recife > Natal) e fui recebio por Beraldo com aquela cara de alívio (leia abaixo a resenha "Companhia Aérea" pra entender) que reconheci porque ele usava uma camisa do EPSL e ele me reconheceu por ser o único no meio do povo com a camisa do Debian. Fomos de carro para o hotel onde eu dividiria o quarto com ninguém menos que Daniel Ruoso (que só chegaria pela manhã). Chegando lá recebi a chave de um quarto digino de um Sérgio Amadeu ou Pedro Rezende, com ar, som, tv, varanda, chuveiro quente e uma piscina disponível logo abaixo que acabei não podendo usar. Fui dormir pq não funciono sem ao menos uma razoável noite de sono. Algumas horas depois sou acordado com suaves porradas na porta. Puts, já tinha amanhecido e Daniel tinha chegado. Dei as boas vindas pro cara sem olhar pra ele pq tinha muita luz vindo da porta Argh! Banho pra acordar e descer pro café… Agora sim. Neste momento conheci pessoalmente Daniel e o café da manhã era bala!

Primeiro dia do I EPSL: Legal! Alditório enorme e praticamente cheio. As palestras paralelas menores aconteciam em salas do outro lado do CEFET, mas tudo bem. O cara da palestra de Shell Script mostrou que sabia do assunto, infelizmente se enrrolou no tempo, mas botou interesse no pessoal que depois do almoço voltou pra pegar um pouco mais de conhecimento com outros cabras bons do PSL-RN. Karlisson Bezerra falou sobre como trabalhar com Action Script (a linguagem que torna o Flash realmente interativo e até mesmo útil). Foi legal ver que nesse ponto o SL está bem a frente do que há em SP, mas ainda falta bastante para termos bons editores livres de animação flash (mas não demora…). Tivemos uma ótima tarde numa roda de bate-papo falando sobre filosofia do Software Livre, empreendimentos (não limitado a empresas), modelos compativeis com SL e o que acreditamos para uma sociedade mais justa… falamos também sobre XP (Extreme Programming), Debian x Ubuntu (benefícios e problemas), Perl x Phyton (e a meleca grudenta do Java) e detalhes sobre o Tablet 770 da Nokia e o projeto Maemo (mais info abaixo…).

Segundo dia do I EPSL: Bateu o primeiro frio na espinha. "É no auditório que eu vou apresentar?". Assisti a palestra de PHP e confesso que fui chato com o palestrante, mas também ele chamava as licenças proprietárias de "comerciais" e as livres de "grátis"... não… não dá pra aceitar. Espero que o PHP continue crescendo. Acredito muito nessa linguagem, tanto que uso ela profissionalmente, o mal está na qualidade média dos programadores PHP… parece até com os programadores Java, daqui a pouco vão estar todos certificados "PHP Flux Bli Plus Advanced". Daniel fez uma ótima palestra com questionamentos importantes sob o tema "Modelos de Desenvolvimento com Software Livre". Sabemos que é plenamente viável para quase todas as software houses do Brasil trabalhar com SL e produzindo SL pelo óbvio modelo de prestação de serviço e isso nem foi discutido, porém em alguns casos como o da empresa onde ele é sócio ele esbarrou numa dificuldade onde ainda é difícil contornar. Ele já colocou novas idéias nessa palestra desde o FISL do início deste ano e respondeu a algumas perguntas, vamos ver o que virá de novo no próximo FISL smile !   Os brodis da Nokia foram fazer a apresentação logo antes da minha! Me lenhei…   Coffe Breack! Eles fizeram Coffe Breack! Esses garotos vão longe. Emchi minha barriga antes de palestrar. Bateu o segundo frio na espinha e barriga, arrepio do pelos… hora de subir no palco. Comecei bem… bem bizonho. Os primeiros 4 slides foram sub utilizados, gaguejei, parei pra respirar… no FISL tinha sido tão fácil… mas foi no tranco e bola pra frente. Consegui fazer o povo rir (booom) fizeram "Aaaaaaaaa..." (Boooomm) e controlei melhor o tempo. Deu pra mostrar legal o Inkscape, mas essa palestra é muito mais GIMP que qq outra coisa mesmo.   Em seguida tivemos a mesa redonda de fechamento que foi bastante interessante e ainda me assustei por terem aparecido duas perguntas do público pra mim. Mas as estrelas da mesa mesmo foram Daniel Ruoso e Junior do PSL-RN que não pode conter as lágrimas contando a história do PSL-RN.

Não tinha vôo pra mais cedo, mas foi bom (o lado ruim conto depois) porque aproveitamos pra conversar mais e pude almoçar novamente, no meu restaurante de shoping preferido, aquele ravioli de massa verde com ricota, molho de tomate misturado com 4 queijos e 8 coisas aleatórias. Yeah!

Maemo - Tablet Nokia Livre

Nokia 770 A Nokia lançou (vai lançar, mas já tá mais que anunciado) o Internet Tablet Nokia 770 (que não é um celular, repetindo: é um tablet), com um prcessador legal para um handler, bla bla bla bla e uma maravilhosa tela de criatal líquido que suporta 16 bits de cor em uma resolução de 800x480 num espaço pouco maior que o de um Palm. Ou seja, aproximadamente 400 DPI… Uruh! O que me emploga não é a DPI, mas a possibilidade de ter tantos pixels num handler. Isso é massa!

Sim… mas desde quando eu faço comercial de produtinhos de mega-corporações-multinacionais? É verdade… Eles conseguiram me mostrar que existe inteligência em mega corporações e que o capitalismo está sendo suavisado. Todos já falaram em matérias e blogs que o Nokia 770 vem com Linux (GNU/Linux!), alguns já aprofundaram dizendo que o SO é, mais exatamente, Debian GNU/Linux e que a interface gráfica é baseada no GNOME, mas o que me fez respeirtar a Nokia e me dar o trabalho de escrever isso é a existencia do projeto Maemo.

O Projeto Maemo é uma iniciativa interna da Nokia e é totalmente aberto a qualquer colaborador. Opa! Mas isso não seria mão-de-obra barata? Não é bem assim… A Nokia fez um produto que não pretende controlar a vida de seus usuários. Isso é um computador, use como bem entender. Você pode instalar outras coisas, mas a Nokia trabalhou numa adaptação do kernel Linux, num sub-set do Debian e numa Interface gráfica que já serve. Para os usuários comuns (leigos dignos de respeito) e manés isso será um belíssimo internet tablet. Você poderá navegar na web onde estiver, poderá usar instant mensager no protocolo que preferir, ler e-mails e bla bla bla… Para um nerd isso é nada, lixo, um Tamagotchi seria mais legal. Aí que entra a diferença. O projeto Maemo viabiliza que qualquer (eu disse Qualquer, repetindo: Qualquer) interessado desenvolva aplicações para tornar esse brinquedinho realmente interessante. Empresas podem fazer aplicações pra ganhar seu dinheirinho, caras legais e vagabundos iluminados podem fazer disso uma estação de trabalho realmente útil para camping ou aulas chatas da faculdade, já botaram até o DOOM pra rodar nele… (com vídeo pra provar!) e todos saem ganhando, a Nokia vende seu produtinho e todo mundo é livre pra fazer o que quiser com isso e apt-getar o que quiser nisso.

Quer dizer que não é possivel desenvolver pra Palm ou coisinhas que usam Windows CE?   Note que eu não disse isso, mas a visão da Nokia foi completamente diferente do que se vê aí nesse caso. Você não vai encontrar a mesma liberdade de adaptação em outros aparelhos, não encontrará um SO livre, não encontrará um ambiente de desenvolvimento livre… Realmente é uma ação inédita e muito mais acesível que o de costume.

Como qualquer um pode desenvolver se o tablet ainda não está a venda? Instale GNU/Linux na sua máquina e então instale o SDK do Maemo. Ele vai criar um ambiente de testes pra você construir ou portar aplicações para Maemo. Veja o Maemo SDK Tutorial. Se você fizer algo legal ainda corre o risco de ser convidado a trabalhar na divisão da Nokia que trabalha diretamente no Maemo. Onde? Na Finlandia? Não, em Recife. Desenvolvedores Debian e GNOME tiveram a chance de comprar a primeira leva do Nokia 770 por uns ridiculos 90 dolares. Pena que já era essa leva… mas a Nokia ainda pretende apoiar e facilitar a vida de interessados no Maemo. Ah! Um detalhe: pra trabalhar com essa galera não importa (quase nada) que cursos você fez ou que certificados você tem o que importa é o seu envolvimento com software livre, que patchs você já mandou que foram aceitos e se realmente gosta de programar.

Linguagens para desenvolvimento no Maemo: (espero que Perl receba os binds assim que acabar o trabalho com o Phyton)

Nem tudo são rosas… Existe software proprietáio dentro do tablet. O módulo de controle de energia é fechado e licenciado por outra empresa, existem alguns detalhezinhos da Nokia e o navegador, infelizmente não é da família Mozilla. O Opera é usado porque o Minimo - Mozilla para handlers ainda não é mínimo o suficiente, mas essa é só uma pequena barreira para tudo o que o pessoal do mozilla já fez até hoje. Dê tempo ao tempo…

Companhia Aérea

Na ida para o I EPSL peguei um vôo as 10:30 pra Recife onde teria a conexão para Natal. Acontece que alguns munutos após chegar em Recife chega um cara na mesinha e nos avisa que infelizmente o vôo que nos levaria pra Natal viria de Brasília onde fazia mal tempo e só sairiamos dalí por volta de 01:30. Mofamos eu e os outros passageiros até a chegada do dito cujo. Em Natal estavam Beraldo e outro brodi que esqueci o nome esperando. De tempos em tempos eles olhavam para a tela do meu vôo que dizia "em atraso", "em atraso", "em atraso"... até que aparece "contactar a empresa". Nessa hora eles pensaram "Agora vamos ter que catar os pedaços do cara pra reconhecimento". Foram atrás de de algém no balcão da empresa e nada. Aí pronto "O avião caiu mesmo e eles não querem contar"... Depois de um pouco de agonia chega o vôo e encontro os dois com aquela cara de "Aaah...".

A volta não foi tão emocionante, foi chata mesmo. As empreasa tem que fazer o maldito over-book. Isso é muita cara de pau! Já era segunda feira, primeiro dia do II FBSL e eu ainda lá em Natal porque o pessoal não tinha conseguido passagem pra domingo. Chego no balcão para o check-in e pergunto a moça: "Dá pra ser na fileira 7?" Ela olha sériamete para o monitor e fala "Só um minuto." lá vai ela… fala com um, fala com outro. Eu e Paulo penasando "O problema é comigo ou deu erro na compra?". Bozo lá longe pergunta "Que foi?" a gente só balança a cabeça "sei lá". Depois ela volta e diz: "Não tem lugar na 7." e eu digo "Beleza pode ser na 6...", ela balança a cabeça, "...na 7...", ela diz "É que não tem mais espaço...". Rapaz… aí não… "Moça eu tenho que ir hoje. Essa passagem foi comprada pra hoje.". Ela tenta enrrolar explicando o que é over-book, mas aquilo não estava me deixando feliz. Então deve ter tocado uma sirene de emergência ali na administração e rapidamente chegou um cara com um bilhete dizendo "Cancela esse e bota ele no vôo". Como se não bastasse, fui na última das últimas cadeiras 22 D do Fokker 100. Nunca pegue essa cadeira. Exija desconto se te empurrarem esse lugar! É Claustrofóbico! Um calor dos inférnos até chegar em Salvador… Assim não dá.

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